Pele preta tatuada

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A hashtag que virou projeto, #pelepretatatuada, popularizou após um ano do incentivo de um tatuador baiano, Robson Finho. O criticismo do grafiteiro, agora aos 35 anos, não é recente, desde anos 2000, quando começou a trabalhar em estúdios, levou o criticismo do grafite para o questionamento da representação da pessoa negra no universo inked (pintado, ou, tatuado).

Uma das noções ainda preconceituosas, que moveram Finho a se dedicar à estudar melhor os traços dos desenhos na pele negra era a de que não se destacariam, ou ficariam “sujos”. “Percebi que muitos negros se tatuam, mesmo com essa noção esquisita. Isso acaba sendo mais uma barreira a ser quebrada”.

Junto à fotografa  juntou à fotógrafa Helemozão. Como é conhecida, o projeto repercutiu mesmo em um dos maiores sites americanos, referência em negritude, Afropunk. As fotos retratavam pessoas negras tatuadas por Finho, na maior parte das vezes, com motivos que retratassem a cultura afro. O trabalho é preferencialmente feito com muito sombreamento e jogo de luzes evitando cores, uma série de desenhos foi criada pensando na representação da pessoa negra, além disso, cuidados com a saúde da pele são os diferenciais de Robson Finho em sua arte.