Por nós, por todas nós, pelo bem viver

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Com a organização da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo é o espaço para o ato “Mulheres Negras e Indígenas por nós, por todas nós, pelo bem viver”, que será realizado na terça-feira (25). A manifestação acontece numa data simbólica, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e dia em que se homenageia a liderança quilombola, chamado de Dia Nacional de Tereza de Benguela.

Em São Paulo, a passeata inicia às 17h00 com concentração na Praça Roosevelt e encerra no Largo do Paissandu. O ato acontece ainda em outros estados este ano, no 25 de Julho, em Belém do Pará e dia 30, no Rio de Janeiro

O evento é um movimento feminino, mas com foco nas mulheres negras que, em 25 de Julho de 1992, foi motivo da instituição de um dia que reconheceu suas peculiaridades. Em 2017, o Dia Internacional da mulher Negra Latino-Americana e Caribenha tem ainda mais visibilidade com a instituição da Década Internacional de Afrodescendentes pela Organização das Nações Unidas (ONU). Este grupo específico de mulheres se reúnem nas ruas brasileiras no mês de Julho, no objetivo de reconhecer a luta por espaço da população majoritária do país, a negra e feminina, no sentido de superar opressões. A Lei Federal 12.987/2004, que legitima Tereza de Banguela é um incentivo e ícone de liderança para a transformação do quadro do crescente assassinato de lideranças quilombolas e indígenas. Ambas as ações – que são lembradas no dia 25 de Julho – aproximaram mulheres num mesmo objetivo: a luta pelos direitos igualitários de trabalho, tal como melhoria em aspectos como saúde, habitação, que é ainda mais precário para o grupo de pessoas negras, mulheres e de baixa renda. Além disto, está o combate ao feminicídio, o crime qualificado, que ainda aterra com maior frequência a população preta.

Em 2014 aconteceu a primeira edição do movimento. No ano seguinte, já tomava o meio digital: a Marcha das Mulheres Negras e Indígenas se trata de um coletivo independente, portanto através de “vaquinhas online, ação que ainda acontece e auxilia o projeto dessas mulheres nas denúncias de racismo, machismo, LGBTfobia, genocídio e políticas abusivas. Em 2015, as mulheres conseguiram marcar o número histórico de 50 mil mulheres ocupando Brasília cobrando seus direitos. “No momento em que o Brasil atravessa uma grave crise política, com o desmantelamento de políticas públicas duramente conquistadas, com desmandos por parte de governos elitistas e conservadores, nós negras de São Paulo trazemos para toda a sociedade questões que nos afetam diretamente e que queremos ver enfrentadas por todas as pessoas que acreditam num novo projeto de nação” palavras que constituem o manifesto do ato.

Por Quezia Isaías