Harvard, pela primeira vez, admite maioria de calouros ‘não brancos’

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Harvard University students on campus in Cambridge, Mass., Sept. 10, 2013. Dozens of Harvard students who were forced to take a year off in the university's worst cheating scandal in memory are returning this month to some painful moments on a campus that has been changed by their actions. (Gretchen Ertl/The New York Times)

A Universidade de Harvard é uma tradicional instituição norte-americana localizado em Cambridge, Massachusetts. Uma das mais disputadas, Harvard tem 380 anos de fundação e este, é primeiro em que a população não branca não é maioria. Neste processo seletivo foram mais de 39 mil alunos que se candidataram a Universidade, mas apenas 2.038 foram aprovados. Deste número 50,8% dos calouros que ingressaram são asiáticos, afro-americanos, latinos e indígenas, que alcançaram essa posição por 0,8% de diferença, através de ações afirmativas.

O dado foi lançado pouco depois de uma polemica da universidade associada a ações afirmativas que repercutiram em grandes veículos, o principal, o jornal The New York Times. O questionamento de critérios raciais para admissão dos estudantes evolvia o Departamento de Justiça, que segundo as notícias, investigava ações afirmativas a partir da prerrogativa de que poderia ser um critério de exclusão a população branca. O órgão respondeu de que se tratava de um questionamento associado à população asiática.

“Para se tornarem líderes em nossa sociedade heterogênea, os estudantes precisam ter a habilidade de trabalhar com pessoas de diferentes origens, experiências de vida e perspectivas”, afirmou a porta-voz da universidade. Esta preocupação em garantir um ambiente diverso compõe a análise holística dos candidatos, já que as cotas raciais não tem aprovação da Suprema Corte.

Quezia Isaías