“Netflix” voltada para o público negro, a Afrostream suspende suas atividades

O serviço proporcionava experiência parecida com a da Netflix, mas com foco no negro como protagonista.

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Na última sexta-feira (15), por meio de um breve comunicado no Facebook a empresa anunciou que teria que suspender suas atividades. “Infelizmente, a nossa paixão e os nossos esforços combinados não foram suficientes para nos permitir unir os investimentos financeiros necessários para prosseguir esta aventura empreendedora e desenvolver esta missão cultural tão apreciada pelos nossos corações. Portanto, somos obrigados a suspender o serviço Afrostream.”

O Afrostream deu início às atividades em 2015 e rapidamente ganhou notoriedade e angariou investimentos. Chegou a expandir as atividades para quase 30 países, e tinha a intenção de trazer a novidade para o Brasil ainda esse ano de acordo com Tonjé Bakang, CEO da empresa.

Nesta segunda (18) Bakang explicou por meio de uma nota que a empresa passou por dificuldades ao longo dos quatro anos em que esteve funcionando e não foi capaz de levantar o dinheiro necessário para uma segunda rodada de investimentos.

A produção desse conteúdo é muito cara e somadas as debilidades financeiras causadas pela saída inesperada de um dos investidores em março desse ano foi impossível manter o negócio funcionando normalmente.

Aqueles que são assinantes atualmente terão seus pacotes respeitados até o fim do contrato, seja ele qual for. Mas, depois disso, será impossível renovar.