Apropriação cultural versus negritude por conveniência

Por que e para que se valer, por vezes, da estética negra?

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Há bem pouco tempo foi gerada uma grande polêmica quando o uso de turbantes se tornou moda e mulheres de todas as cores passaram a usá-los sem sequer conhecer o contexto ancestral e religioso que representa.

A questão das tranças também sempre foi um ponto delicado, pois faz a cabeça de muitas, mas poucas se identificam com a negritude. Neste contexto Geisy Arruda, famosa após episódio do vestido pink curto em universidade e por inúmeras outras polêmicas midiáticas, causa questionamento por ter adotado tranças.

“Sempre quis fazer tranças, só que tinha receio dos comentários negativos e da galera do contra que iria falar que era ‘apropriação cultural’. Eu discordo. Em um país como o Brasil, miscigenado e com a diversidade cultural que tem posso dizer que sou filha de nordestino com negro”, justificou Geisy.

Cabe saber se “assumir” a negritude não acontece apenas quando convém. E ainda, se as tranças e a acusação de “apropriação cultural” não são o que se chama no jornalismo de “notícias plantadas” para propositalmente gerar comentários. Há quem se utilize desses artifícios recorrentemente.