Em SP, Obama critica extremismo e esbanja cavalheirismo

Ex-presidente falou também sobre tolerância e igualdade

0
17
Reprodução

O ex-presidente norte americano Barack Obama esteve em São Paulo nesta quinta-feira (5), como convidado para uma palestra no evento Fórum Cidadão Global, onde várias personalidades negras estiveram presentes. Entre eles, a jornalista Maria Júlia Coutinho, a atriz Taís Araújo e o reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente. Ao todo, cerce de mil pessoas assistiram a palestra.

Obama abordou várias questões, entre elas o aumento do populismo. “Vemos o aumento da xenofobia e do populismo da extrema-direita ou da extrema-esquerda. Contrapor ‘eles’ a ‘nós’ não é a direção certa. Precisamos abraçar a tolerância, o estado de direito e o pluralismo para realmente avançar”, disse o ex-presidente, que ainda pediu por mais igualdade econômica dentro e fora do seu país de origem. “Temos que trabalhar para diminuir a diferença entre ricos e pobres”.

Matéria publicada nesta sexta-feira (6) pelo jornal norte-americano The New York Times conta que o ex-presidente disse aos líderes empresariais no Brasil que se arrependeu de não ter conseguido fazer mais para remediar a política profundamente polarizada dos Estados Unidos enquanto estava no cargo.

Encontro com Jovens

Um total de 10 jovens foram escolhidos para se reunir com Obama. Dentre estes, Deborah Lourenço, uma jovem negra de 30 anos, de origem humilde, neta de um gari e de uma empregada doméstica, criada em um bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, Com uma história de superação Deborah graduou-se em Relações Internacionais e foi bolsista em um mestrado na Universidade Stanford, na Califórnia.

Na presença de Obama, a jovem se emocionou ao narrar a própria história e chegou a chorar. Como um gentleman, Obama ofereceu o próprio lenço para que a participante enxugasse as lágrimas. “Ele deixou eu demonstrar minha emoção. Depois, me deu um abraço. Até brinquei que tinha feito aquilo de propósito só para ganhar uma lembrança”, contou Deborah que guardou o lenço como recordação.