Reaproveitamento de alimentos: uma receita que dá certo até para a merenda escolar

Aprenda a fazer um delicioso bolo de casca de bananas

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Em meio a toda polêmica com a farinata – complemento alimentar – que o prefeito de São Paulo, João Dória, suspendeu a inclusão na merenda escolar após receber críticas de diversos setores da sociedade, o Afrobrasileiros resgata o quanto a alimentação nas escolas é importante para o processo de aprendizagem.

Farinata

Ainda sobre a farinata, o produto recebeu oposição e a prefeitura deverá explicar a composição do mesmo ao Conselho de Segurança Alimentar do governo federal e ao Ministério Público, pois é resultado de um processo industrial que transforma em pó ou em grãos alimentos que iriam para o lixo por estarem fora do padrão de vendas ou próximos do vencimento.

Em reportagem publicada no site Educação Integral.org, em 2016, a matéria traz o consumo diário ideal de calorias para cada faixa etária: De 6 a 10 anos, 1500 kcal diárias; de 11 a 15 anos 2175 kcal e de 16 a 18 anos 2500 kcal, conforme recomendação da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), de 2001. Na ocasião, a nutricionista Vanessa Manfre, ressaltou que “as instituições educacionais são um espaço privilegiado, uma vez que acompanham as diversas fases do desenvolvimento desde a primeira infância, etapa em que começam a se moldar os hábitos alimentares que repercutirão por toda a vida”, conforme publicado na matéria.

De acordo com o artigo 14, da resolução 26 de 17 de junho de 2013 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, o cardápio escolar deve considerar a cultura e os hábitos alimentares locais, além da vocação agrícola da região. Vanessa explica sob este aspecto que, “em relação aos nutrientes, uma alimentação saudável deve ser composta essencialmente por alimentos in natura, como arroz, feijão, frutas, hortaliças, ou minimamente processados, como carnes já cortadas e leite pasteurizado”, o que contraria a farinata.

Alimentação e Aprendizagem

Especialistas defendem que as escolas integrem a alimentação com as demais aprendizagens assimiladas nas instituições. Trata-se do momento oportuno para que se ensine a importância das escolhas alimentares. “É importante que os estudantes sejam incentivados a fazer escolhas saudáveis e daí a necessidade de um apoio dirigido para que esse processo não se desequilibre no refeitório”, avalia Helena Maria Novaretti, que era diretora da divisão de Nutrição Escolar da Coordenadoria de Alimentação Escolar (Codae) da prefeitura de São Paulo quando a reportagem supra citada foi publicada.

Sob este ponto de vista, escolas sem merenda ou com limitação da quantidade que os alunos possam consumir, bem como mudanças radicais quanto ao que é servido, devem ser avaliado cuidadosamente.

O que incluir na merenda?

Uma alimentação saudável deve reunir todas as substâncias necessárias ao bom funcionamento do corpo. Sendo assim, aposte na variedade de ingredientes em todas as refeições. Ou seja, o lanche escolar também deve estar enquadrado nesta necessidade.

Saiba mais sobre o que cada grupo de alimentos oferece, conforme publicado no site da Prefeitura de Vitória:

  • Frutas: são fontes de vitaminas, potássio, fibras e bioflavonoides (pigmentos com propriedades antioxidantes). O ideal é consumir duas vezes ao dia.
  • Cereais: ricos em fibras, os cereais ajudam a manter baixo o nível de colesterol ruim, melhoram o trânsito intestinal e garantem a sensação de saciedade por um longo tempo.
  • Pães e torradas: oferecem energia para o organismo por serem ricos em carboidratos, que dão a sensação de saciedade. A dica é optar por pães e torradas que contenham farinhas integrais.
  • Sucos, água e água de coco: hidratar-se é fundamental. Dê preferência à água de coco e aos sucos naturais ou de polpa.
  • Leite e derivados: contam com altas doses de cálcio, fundamental para os ossos. O iogurte natural traz ainda mais proteínas. O queijo branco tem mais cálcio que o leite. E nos queijos amarelos, sobram as vitaminas A e D.
  • Verduras e legumes: importantes fontes de carboidratos, fibras, água e vitaminas. As folhas das verduras contêm clorofila, que limpa e oxigena o sangue. As de cor mais intensa (verde escura) são abundantes em ácido fólico, importante antianêmico, além de serem boas fontes de cálcio, fósforo e ferro.
  • Proteínas: ajudam, principalmente, na formação dos músculos, ossos, pele e cabelo. Além disso, melhoram o sistema imunológico e evitam alterações hormonais.

Reaproveitamento de alimentos

A fruta de hoje, pode se tornar o bolo de amanhã. Reaproveitar alimentos é bom para saúde e para o bolso. A casca da banana contém quantidades elevadas de vitaminas B6, magnésio, potássio, polifenóis e carotenoides e triptofano – um aminoácido essencial que aumenta os níveis de serotonina (mesmo hormônio liberado quando consumimos chocolate). Além disso, por ser rica em fibras, auxilia na digestão e podem reduzir os níveis de colesterol no sangue

Aprenda abaixo a como utilizar as, até então, descartáveis cascas de banana, transformando-as num nutritivo bolo que encontramos a receita no site Minha Vida:

Bolo de Casca de Banana

Ingredientes:

-4 cascas de banana

-2 ovos

-2 xícaras (chá) de leite

-2 colheres (sopa) de margarina

-3 xícaras (chá) de açúcar

-3 xícaras (chá) de farinha de rosca

-1 colher (sopa) de fermento em pó

Cobertura:

-½ xícara (chá) de açúcar

-1 ½ xícara (chá) de água

-4 bananas

-½ limão

Modo de preparo:

Lave as bananas e descasque. Separe 4 xícaras de casca para fazer a massa. Bata as claras em neve e reserve, na geladeira. Bata no liquidificador as gemas, o leite, a margarina, o açúcar e as cascas de banana. Despeje essa mistura em uma vasilha e acrescente a farinha de rosca. Mexa bem. Por último, misture delicadamente as claras em neve e o fermento. Despeje em uma assadeira untada com margarina e farinha. Leve ao forno médio pré-aquecido por aproximadamente 40 minutos. Para a cobertura, derreta o açúcar em uma panela e junte a água, fazendo um caramelo. Acrescente as bananas cortadas em rodelas e o suco de limão. Cozinhe. Cubra o bolo ainda quente.