Pesquisadora analisa a representatividade do negro nos livros didáticos

Mirian Garrido identificou diferenças nessa representação entre livros de história do Brasil do ensino médio e do ensino fundamental

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Na Semana da Consciência Negra, o programa Nacional Jovem conversou com a pesquisadora e doutora em história, Mirian Garrido, sobre a representatividade do negro nos livros didáticos de História do Brasil.

Ela investigou como a representação do negro nos livros didáticos de História do Brasil pode ter sido afetada pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que transformou o Estado Brasileiro em um dos maiores compradores de livros do mundo.

Ouça a entrevista na íntegra:

 

Segundo a pesquisadora, os livros didáticos passam por avaliações de professores universitários, através de editais de convocação, antes de serem comprados. Mirian observou durante a sua pesquisa que os livros didáticos do ensino fundamental estavam melhores e mais atualizados no que concerne a essa representatividade, pois já haviam passado por quatro avaliações. Os do ensino médio, por sua vez, ainda estavam na primeira avaliação e, portanto, eram mais parecidos com os livros de 10 anos atrás.

A pesquisadora cita um exemplo de apagamento da história: “uma das coisas que precisamos começar a ensinar é que os ex-escravizados lutaram pela sua independência e quando a Lei Áurea veio, em 1888, a grande maioria já não era mais escravo”.