Djamila Ribeiro e Rafaela Silva duas mulheres negras premiadas no Trip Transformadores

Décima  edição premiou duas mulheres negras, destaques em suas respectivas categorias

0
37
Djamila Ribeiro faz foto com amigas em uma ação organizada pela Trip durante o evento, no foyer do Auditório Ibirapuera Crédito: Simon Plestenjak

Com o intuito de celebrar a vida de o trabalho de 11 brasileiros, o prêmio Trip Transformadores é uma iniciativa que busca renovar as esperanças no futuro do país, em meio a tantas atribulações, através da visibilidade ao trabalho que se destaca, por ser socialmente engajado.

Nesta 11ª edição, que aconteceu no Auditório do Ibirapuera na última quinta-feira (23), foi o trabalho, a história de vida, dedicação e talento de duas mulheres negras, que entre os premiados da noite tiveram seu momento de destaque: Djamila Ribeiro e Rafaela Silva.

Djamila é mestre em Filosofia e escritora conhecida tanto pelas redes sociais quanto pelas páginas da Carta Capital por seu ativismo e análises sobre a realidade. Em pouco tempo tornou-se uma das vozes femininas negras mais influentes do Brasil e não deixou de apontar práticas machistas e denunciar o preconceito racial em qualquer campo que seja; desde organizações políticas de esquerda, da qual ela faz parte, até dentro dos polos de cultura negra como o movimento rap.

Ao receber das mãos da atriz Bruna Linzmeyer e de Mano Brown o prêmio ela se lembrou da participação de sua família em sua trajetória, “Eu venho de uma família que sempre me mostrou a importância de eu entender quem eu era e não ter vergonha de quem eu sou”.

A premiação da judoca Rafaela Silva, que antes de se tornar campeã olímpica já havia sofrido com caso de racismo da plateia em uma de suas lutas, foi também um momento emocionante.

Rafaela Silva se emocionou e emocionou todos os presentes no Auditório Ibirapuera Crédito: Simon Plestenjak

A atleta tem uma trajetória marcada por reviravoltas e por superações tanto no próprio desempenho quanto do racismo e do ódio social por sua origem humilde.

Entregue pelas mãos de Geraldo Bernardes, técnico que descobriu o talento de Rafaela, a emoção tomou conta do momento e de todo Auditório. “Eu estou muito feliz de ser homenageada essa noite. Pra mim, a homenagem é para o meu treinador, que acreditou no meu potencial e nunca me deixou desistir. Me tornei a única mulher brasileira campeã mundial e olímpica de judô”, disse a judoca.