Jongo da Serrinha, uma casa de cultura afro, fecha por falta de verba no Rio de Janeiro

A instituição foi fundada há mais de 50 anos e promovia atividades de preservação da cultura africana

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Inaugurada 2015, ainda na gestão do ex-prefeito Eduardo Paes (PMDB), a Casa do Jongo da Serrinha que fica no bairro carioca de Madureira, tem história antiga e há mais de 50 anos trabalha na preservação das tradições do jongo, ritmo que é considerado uma das origens do samba.

Em 2005 o Jongo da Serrinha foi considerado Patrimônio Imaterial do Sudeste pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional, o Iphan e há cerca de 20 anos a Prefeitura do Rio de Janeiro mantinha vínculo de patrocínio com a entidade que depois da inauguração da Casa do Jongo passou a receber anualmente o valor de R$ 400 mil.

A Casa além de ter papel de preservação da cultura africana, através da dança originária dos povos escravizados, também oferecia atividades para cerca de quatrocentas pessoas, entre crianças, jovens e adultos.

Mesmo assim, de acordo com a atual prefeitura, da gestão do pastor Marcelo Crivella do PSC, a Casa não faz parte da rede mantida pela administração e que apenas foi beneficiada por recursos de lei de captação de recursos do ISS e sendo assim não tem previsão de receber o valor.

Nas redes sociais internautas já se posicionam contra essa medida da Prefeitura de Crivella e relembram que o prefeito esteve envolvido em polêmicas sobre o carnaval, quando ameaçou reduzir em 50% a verba destinada a uma das maiores manifestações culturais do país, e ainda teve poucas atitudes no combate à onda de intolerância religiosa, que aconteceu no ano passado.