Tudo que você precisa entender sobre Bitcoins – moeda virtual

As transações são codificadas e feitas pela internet e, no final do ano passado, o valor da moeda disparou.

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No fim do último ano, o Bitcoin esteve entre os investimentos de maior rapidez em valorização. Cada moeda virtual no início do ano passado já chegou a valer U$ 1 mil, e no final do ano esteve acima U$ 18 mil.

E afinal o que é Bitcoin?   

Trata-se de uma moeda virtual, ou seja, não existe fisicamente, apenas como um arquivo digital online que funciona como um tipo de moeda alternativa criada por um intrincado processo computacional chamado de “mineração” ou “mining”.

As moedas, assim como as transações feitas com ela, ficam registradas numa espécie de rede de dados chamada “blockchain”. E esse local, registrado na rede de internet, criptografa – ou seja, transforma em códigos complexos, as transações realizadas para torná-las mais seguras, evitando que sejam copiadas, fraudadas ou rastreadas.

Como não têm um lastro, como as demais moedas, seu preço tem uma característica oscilante, pois, depende do valor que as pessoas estão dispostas a pagar por ela.

Como adquirir Bitcoins?

Para recebê-la o usuário tem que ter um endereço de Bitcoin, que se configura em um código de 34 letras e números, que funciona na prática como uma caixa postal, onde as moedas são enviadas. Como o sistema não prevê um registro desses endereços, as pessoas podem manter seu anonimato.

Os endereços são guardados em carteiras virtuais, usadas para administrar o dinheiro como em contas de banco. Mas caso sejam perdidas as informações de uma carteira, as moedas também se perdem.

É possível comprar produtos usando bitcoins?

É possível sim ser utilizada como uma moeda normal, mesmo assim, a maior parte dos donos das moedas não as utiliza para compras, e sim como um investimento.

Pela anonimidade, a moeda atrai compras e vendas de mercadorias ilegais pela internet, mas cresce a expressividade de empresas já consolidadas que permitem pagamentos de transações com bitcoins.

Bolha econômica?

Especialistas alertam, desde o disparo no valor da moeda no ano passado, que o fenômeno poderia ser uma “bolha econômica”, fruto da especulação – situação em que o valor de um ativo, como o imobiliário em 2009, por exemplo, se desvia fortemente do valor inerente correlato desse mesmo ativo.

As regras de funcionamento das bitcoins determinam que apenas 21 milhões de bitcoins podem ser criados, mas ainda não se sabe quando este número será atingido, nem o que deve acontecer quando isso acontecer.

Na última semana a moeda registrou uma queda de 30%, o que configura a pior semana para a área desde 2013. Se comparada ao mês de dezembro do ano passado, quando atingia o maior nível da história, os bitcoins já caíram mais de 55%. Uma explicação para queda é a tentativa de regulação sobre a moeda anunciada por alguns países, com o objetivo de combater negócios ilegais, como por exemplo, a evasão de divisas.

Assim, países como a Coreia do Sul, que recentemente anunciou um novo sistema que permite que transações sejam rastreadas, e os Estados Unidos, que vem tentando regular a oferta apesar da possível crise nos bitcoins, podem marcar o início de outros modelos de moedas virtuais, como a austro-brasileira “niobium coin”.

Niobium Coin – nova moeda virtual deve impulsionar a primeira Bolsa de moedas digitais empresariais do mundo

A moeda segue um projeto baseado em conceitos de economia distributiva e inclusão social.  

Desenvolvida pela Fundação Niobium, uma entidade internacional sem fins lucrativos, a nova moeda virtual tem origem numa parceria austro-brasileira com o objetivo de captação de recursos para a BOMESP – a Bolsa de Moedas Virtuais Empresariais de São Paulo, que possui forte atração para empresas, e se destaca como a primeira dedicada especialmente a criptomoedas empresariais e que terá funcionamento completo no terceiro trimestre de 2018.

 A niobium coin foi formatada em uma plataforma chamada Ethereum (ETH), baseada na mais moderna tecnologia que traz como diferencial os smart contracts (contatos inteligentes), onde qualquer pessoa jurídica pode captar recursos emitindo suas próprias moedas, através da BOMESP.

Essa deve ser a primeira moeda virtual a ser lançada com participação de emissores brasileiros. Também deve servir como moeda de troca e referência para aquelas transações que forem realizadas pela BOMESP, e surge como meio para que as ações das startups brasileiras sejam negociadas sem abertura de capital.

A fundação Niobium, responsável pelo desenvolvimento da nova moeda, concentra autoridades mundiais no ramo, entre eles, brasileiros como Fernado Barrueco, que é especialista em Direito Digital e mestre em Direito Tributário, Alessandro Brandão, sócio fundador da Intec TI Logística e Vanda Scartezini, engenheira eletrônica que já foi Secretária de Tecnologia do MDCI – o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.