No Rio ou em São Paulo, a avenida do samba foi um grande tributo à raiz negra do Brasil

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“Êeee Crioula, bate esse tambor, deixa a gira girar! Vem magia, feitiçaria sob a luz do luar!” Taí o trecho do samba que consagrou a Acadêmicos do Tatuapé no enredo que cantou o Maranhão e fez o sabiá cantar para dar o bicampeonato a essa grande escola de samba de São Paulo!

 
Tenho certeza que, tanto quanto nós, a sabiá Alcione também está comemorando essa vitória, até porque nossa Marrom é maranhense, e, neste carnaval 2018, também foi homenageada por outra escola, a Mocidade Alegre, que ficou com um honroso segundo lugar cantando o seu repertório e exaltando nossa Marrom como o tom da nossa canção, raiz da resistência, negra inspiração do Maranhão!

E, em nome dessa negritude, a alegria de poder festejar o protagonismo das mulheres negras no carnaval deste ano! Destaque para a Acadêmicos do Salgueiro que já conquistou o estandarte de ouro com o  tributo que fez às mulheres negras na Marquês de Sapucaí, na madrugada de 13/2, cantando as Senhoras do ventre do mundo.

Viva Maria! Viva as mulheres negras! E, nessa saudação, junto com a gente, a assistente social Lúcia Xavier, coordenadora da organização não governamental (ONG) Crioula e membro da Articulação das Organizações de Mulheres Negras! Seja bem-vinda, Lúcia.