Anistia Internacional faz campanha contra o assassinato da juventude negra no Brasil

Depois de apresentar dados sobre os altos índices de assassinatos a Anistia Internacional lança uma campanha e cobra das autoridades que assegurem o direito a vida e políticas públicas

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Divulgação

A Anistia Internacional, movimento internacional pela preservação dos direitos humanos, já atuou no Brasil em outros momentos históricos, como na Ditadura Militar, onde foi pioneira em denunciar uma lista de supostos torturadores e também com as “ações urgentes”, que tornou público casos de prisão e tortura como do professor Luís Basílio Rossi. De acordo com os dados coletados pela AI, o Brasil supera a quantidade de assassinatos de países que estão em guerra, e é atualmente o país que mais mata no mundo. O agravante deste panorama é que entre os mortos mais da metade são jovens, entre 15 e 29 anos, e entre esses, a maioria é composta por negros.

Outro dado alarmante é que a maior parte desses assassinatos, cometidos por armas de fogo, sequer chegam a ser julgados.

A campanha “Jovem Negro Vivo” também aponta, com base nos dados, que a juventude negra e de periferia está mais suscetível à violência. A situação é agravada pelo preconceito e estereótipo, pela indiferença e ausência de políticas públicas nesses locais, e por isso cobra das autoridades que sejam tomadas iniciativas de forma integrada, com segurança, educação pública de qualidade, cultura, trabalho. Confira a campanha na íntegra aqui.