Implementação da BNCC deve conferir à educação pública um novo perfil

Com inspiração em métodos já utilizados em países como os EUA o estudante tem papel mais engajado com o próprio aprendizado   

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Ainda são incertas as mudanças na educação em todos os níveis: fundamental, médio e superior. Mas uma tendência prevista para o próximo período e que pode sofrer novas alterações depois das eleições se dá a partir da identificação dos principais problemas detectados, que deve resultar em alterações nos métodos de ensino combinados com a BNCC – a Base Nacional Comum Curricular.

Inspirado em instituições modelo dos EUA, Ásia e Europa, a metodologia coloca como eixo o engajamento do estudante com o seu próprio aprendizado, pois, realiza tarefas antes de cada lição e tem no professor uma ferramenta de orientação em atividades mais complexas. O objetivo é que o processo ensino-aprendizagem se torne mais atrativo e interativo.

As políticas direcionadas ao ensino fundamental terão como foco a implementação da BNCC, que deve ser adotada pelas redes estaduais e municipais de acordo com a situação da localidade. A meta é que as crianças sejam alfabetizadas em dois anos, e para isso são apontados como requisitos além da revisão didática, a qualificação dos professores e o envolvimento das famílias no processo.

Já no ensino médio, onde se concentra atualmente os maiores índices de evasão escolar de acordo com o IBGE, as mudanças visam sanar este que é o principal problema encontrado: manter os jovens nas escolas para conclusão do ciclo.

O ensino superior também deve ser contemplado e pretende-se realizar alterações nos principais problemas encontrados atualmente: da situação de precariedade em que se encontram as universidades públicas, devido ao corte de verba e problemas de má administração, e das privadas onde deve haver maior rigor em relação à formação acadêmica.