Dia de Martin Luther King: trajetória de líder ativista pela igualdade civil é celebrada

Este ano, a data que homenageia o homem que sonhava com o fim da segregação racial, coincide com seu próprio aniversário.

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Nos Estados Unidos nesta segunda-feira (15) foi celebrado nacionalmente o Dia de Martin Luther King, considerado um dos principais líderes ativistas pelos direitos civis dos negros em meio ao regime segregacionista.

A data foi estabelecida pelo então presidente Ronald Regan, 35 anos depois da morte do ativista, que foi assassinado por um segregacionista branco em 1968, no estado do Tennessee – o qual foi palco de uma marcha de supremacistas brancos no ano passado.

Todos os anos o dia é comemorado na terceira segunda-feira do mês de janeiro. E este em especial, o momento coincide com a data em que se celebra o aniversário de King. Neste mesmo dia, há 89 anos nascia um grande líder. Relembre um pouco de sua trajetória:

Martin Luther King Jr. (1929-1968)

Martin Luther King Jr. nasceu em Atlanta, Estados Unidos, em 1929. Foi advogado, pastor protestante batista e importante militante pelos direitos civis dos negros.

Como ativista, teve papel de liderança em momentos históricos na luta contra a discriminação racial, como o boicote aos ônibus de Montgomery, episódio que aconteceu após a prisão de Rosa Parks, ativista que se recusou a ceder o lugar no ônibus a um homem branco.

Foi um dos fundadores da SCLC – a Conferência Cristã do Sul, e linha de frente na manifestação que reuniu mais de 250 mil pessoas e ficou conhecida como “Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade”. Foi neste protesto, em 1957, pelo fim da segregação racial, que, foi feito o discurso mais famoso do reverendo, aquele da frase “Eu tenho um sonho”.

Recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1964 pelo combate pacifista à desigualdade racial. Posteriormente atuou também, através de discursos e ações coletivas, contra a Guerra do Vietnã e no combate a pobreza.

Em abril de 1968, um ano antes de completar 40 anos, Martin Luther King foi assassinado no Tennessee por James Earl Ray, segregacionista branco que foi preso em Londres e extraditado para os Estados Unidos, onde permaneceu preso.

Como homenagem póstuma, Luther King recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade em 1977, o Dia de Martin Luther King em 2003 e a Medalha de Ouro do Congresso em 2004. O legado do combate ao ódio, ao preconceito e à discriminação segue atual. Os EUA desde a época de Martin Luther King avançou nesse sentido, mas ainda busca a superação do racismo, e de ações de supremacistas brancos como os de Charllotesville.