Febre amarela: em São Paulo depois da confirmação de mortes pela doença, vacinação é ampliada

Nos postos de saúde, onde estão liberadas as vacinas, as filas já começam antes mesmo da abertura.

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O estado de São Paulo já possui 21 casos de morte registrados em decorrência da febre amarela, segundo dados divulgados na última sexta-feira (12) pela Secretaria Estadual de Saúde. Os dados anteriores a esses indicavam que 13 mortes foram de pessoas que contraíram o vírus.
Ainda segundo a Secretaria Estadual de Saúde os municípios onde as mortes pela infecção foram registradas são Américo Brasiliense, Amparo, Atibaia, Batatais, Itatiba, Jarinu, Mairiporã, Monte Alegre do Sul, Nazaré Paulista, Santa Lúcia e São João da Boa Vista.
Além disso, foram confirmados casos autóctones, que são aqueles em que a doença é contraída na própria cidade e não por pessoas que estiveram em outras regiões afetadas. Estes casos, que antes somavam 29, agora somam 40 e foram registrados em locais como Águas de Prata, Atibaia, Caieiras, Campinas, Jundiaí e Mococa.
 
Campanha de vacinação
Na capital, paulistanos enfrentam fila para receber a dose da vacina que já está liberada nos postos de saúde para todos a partir dos 9 meses de idade até os 60. A vacina é contra indicada em casos de:
Imunopressão (quando, por alguma razão, o sistema imunológico está comprometido.)
Gestantes
Alergia grave à ovo
Bebês com menos de 6 meses de idade
A Secretaria Estadual de Saúde informa que uma campanha que terá início no dia 3 de fevereiro deve disponibilizar a vacina para 53 cidades do estado de São Paulo. O objetivo é que sejam vacinadas no total 6,3 milhões de pessoas, desse número quase metade só na capital.
As vacinas serão dadas em dose fracionada, a que garante proteção por até 8 anos, mas que tem mesma efetividade da dose normal.