Árbitro obriga atleta a cortar dreads nos EUA e gera revolta de internautas

Andrew Johnson seguia a recomendação de lutar usando uma proteção sobre os cabelos

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Andrew Johnson teve que cortar seu cabelo para que pudesse lutar Foto: Reprodução / @MikeFrankelSNJ

Na mesma semana em que Neymar resolveu mudar de penteado e adotou os dreadlocks, outra notícia sobre o estilo de penteado repercute na imprensa internacional. Um jovem atleta de wrestling foi obrigado pelo árbitro de uma competição escolar a cortar seus cabelos para poder lutar.

A imagem publicada pelo jornal SNJ Today mostra uma mulher retirando os dreads com uma tesoura. De acordo com a reportagem do jornal norte-americano, o atleta Andrew Johnson entrou para lutar no torneio realizado em New Jersey, nos Estados Unidos, usando uma proteção na cabeça sobre os cabelos.

No entanto, o árbitro Alan Maloney achou que os dreadlocks não estavam suficientemente cobertos e insistiu que só liberaria o atleta para competir se os cortasse. Mesmo contrariado, o jovem aceita a imposição e acaba vencendo a luta.

O vídeo do momento foi muito compartilhado nas redes sociais e muitos dos internautas usam palavras como “racismo”, “crueldade” e “humilhação” para descrever o ocorrido. “Isso é horrível! Eles envergonharam esse jovem. Apenas com o coração partido por isso ter acontecido”, lamentou uma das postagens. No total, quase 10 mil pessoas comentaram a publicação.

A associação de esportes interescolares do estado afirmou que vai investigar o incidente por suspeita de preconceito. Como o caso viralizou, os internautas e jornais locais foram atrás do nome de Maloney e descobriram outros casos onde o árbitro foi acusado de racismo.

Em 2016, Maloney foi criticado por usar uma ofensa racial contra um árbitro negro, segundo o jornal Courier Post. As regras do esporte ainda afirmam que os lutadores podem usar capas de cabelo durante os duelos. Essa, na verdade, é justamente a recomendação da Federação Nacional de Associações Estaduais do Ensino Médio.