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quarta-feira, junho 19, 2019
Mulheres Positivas: Lorena Coimbra

Mulheres Positivas: Lorena Coimbra

Lorena Coimbra, engenheira de alimentos e empreendedora.

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Conheça a historia de Lorena, a engenheira de alimentos e empreendedora.

1. Como começou sua carreira?
Sou formanda na UFRRJ em Engenharia de Alimentos e hoje sou mestranda profissional em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela IFRJ. Comecei minha carreira estagiando na Nestlé em 2010, no final de 2012 antes de me formar já era analista na Leão Alimentos e Bebidas onde adquiri muita bagagem e me tornei Especialista em Segurança de Alimentos. Depois passei por uma indústria de salgados integrais, até que em 2016 comecei empreender com a marca Koky Alimentos. Fui sócia-fundadora junto com meu ex-sócio Bruno Rafael, tínhamos brigadeiros funcionais e destinados a pessoas com alergia alimentar, eram feitos com biomassa de banana verde, sem glúten, sem adição de açúcar, além desses produtos também produzíamos preparados em pó para bebidas quentes tipo capuccinno e golden milk veganos, feitos com leite de coco em pó.

2. Como é o formato do seu modelo de negócios?
Desde que comecei a empreender com a Koky Alimentos em paralelo sempre fiz consultorias. Comecei a conhecer muitas startups de alimentos, por conta do meio que me cercava e teve um momento que precisei escolher entre continuar o sonho de ser indústria e o de ajudar outras indústrias.

E esta escolha aconteceu, no final de 2018 criei a FoodTech – Soluções em Alimentos, que é uma consultoria de engenharia de alimentos fundada em três grandes pilares: inovação, sustentabilidade e qualidade.

O modelo de negócios é B2B, mas não vendo apenas uma consultoria. Nosso grande propósito é relamente sanar a dor do nosso cliente. Para isso, diagnosticamos toda a problemática apresentada por eles e traçamos um planejamento exclusivo para cada um, desde modo somos assertivos em nossas ações.

Além disso temos uma grande foco em desenvolvimento de processos e produtos, todos pautados em sustentabilidade, clean label e slow food. Futuramente penso que a FoodTech possa ser um grande laboratório de idéias e alimentos para as startups desse seguimento, onde encontrem recursos físicos, de conhecimento e de assessoria em um só lugar.

3. Qual foi o momento mais difícil da sua carreira?
Acho que fui escolher entre as duas empresas que tinha. A Koky me proporcionou coisas lindas. Através dela conheço e aplico consultorias de negócios e análise financeira. Graças a ela estimulei o que mais adoro em mim que é criar coisas, Graças a Koky entrei em um Programa de Aceleração da Shell Iniciativa Jovem. Porém os gastos estavam altos e os gaps de venda fazia com que o negócio na tracionasse. Foram meses de angústia, mas percebi que com a FoodTech eu poderia continuar meu sonho de empreender, e hoje não me vejo fazendo algo diferente, ser criativa e ajudar pessoas. Então percebi ue o melhor caminho seria seguir com a FoodTech.

4. Como consegue equilibrar sua vida pessoal x corporativa/empreendedora?
Eu não sei se consigo. Mas eu tento. Principalmente deixar o telefone de lado aos fins de semana, rs. Não é uma tarefa fácil, mas na maioria das vezes tenho tido sucesso.
Como ainda não tenho filhos e nem marido, torna-se mais fácil equalizar os dois lados.

5. Qual seu maior sonho?
Ser mãe e conseguir alinhar minha profissão com o crescimento do meu filh@. E tenho outro sonho, conseguir devolver todas as minhas conquistas profissionais para a sociedade, principalmente para as mulheres negras.

6. Qual sua maior conquista?
Ter entrado no mestrado na IFRJ e conseguir estar fora do mercado há 2 anos e vivendo como empreendedora.

7. Livro, filme e mulher que admira?
Livro: Quem tem medo do feminismo Negro da Djamila Ribeiro;
Filme: Pantera Negra;
Mulher: Beyoncé e Michele Obama.

Fonte: Estadão / E+ / Mulheres Positivas