Ídolo de Corinthians e Coritiba, ex-goleiro Jairo morre aos 72 anos

Ele luta contra um câncer no rim e contava com a ajuda dos clubes para se medicar

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Ídolo de Corinthians e Coritiba, ex-goleiro Jairo morre aos 72 anos. Crédito: Divulgação/Coritib

Um dos ídolos do Corinthians e do Coritiba, o ex-goleiro Jairo morreu nesta quarta-feira, aos 72 anos de idade. O ex-jogador, que também teve passagem marcante pelo Fluminense e recebeu chances na seleção brasileira, foi vítima de um câncer no rim.

“Faleceu hoje Jairo. Foi quem mais vestiu a nossa camisa, com 410 jogos. Campeão estadual, campeão do Torneio do Povo e Campeão Brasileiro. Todos nossos sentimentos para família, amigos e torcedores. Jairo marcou e sempre será lembrado na nossa história. Descanse em paz, Jairo”, anunciou o Coritiba.

De acordo com o clube paranaense, o jogador sofria de um tipo raro de câncer no rim e fazia o tratamento com o apoio de torcedores e do próprio Coritiba, através da campanha “Defenda o Jairo”, em que foram coletadas doações em dinheiro.

Natural de Joinville (SC), ele foi revelado pelo Caxias de Joinville antes de começar a se destacar nacionalmente, com a camisa do Fluminense. Pelo time carioca, faturou dois Estaduais e o Robertão (Campeonato Brasileiro) de 1970.

Pelo Coritiba, a partir de 1972, foram cinco Estaduais e o Brasileiro de 1985. Além dos títulos, ficou marcado por ter alcançado o recorde, então nacional e do clube até hoje, de 933 minutos sem sofrer gols.

A marca foi superada pelo próprio Jairo quando ele defendia o Corinthians, com 1.132 minutos sem levar gols no ano de 1978. No time paulista, ele foi o titular na segunda partida da final do Paulistão de 1977, quando o clube encerrou uma “fila” de 22 anos sem troféus.

“Obrigado por ter honrado o manto alvinegro, Jairo! Muita força à família e aos amigos do ex-jogador. Descanse em paz”, escreveu o clube paulista, em suas redes sociais, nesta quarta. Ele foi campeão paulista pelo Corinthians também em 1979.

Quando ainda atuava pelo Coritiba, Jairo chegou a ser convocado para a seleção, mas não teve atuação de destaque. Ele deixou os gramados em 1989.