Livro de memórias de Michelle Obama pode se tornar a autobiografia mais vendida da história

Barack Obama também assinou com a mesma editora da mulher, a Penguin House, para publicar suas memórias da Casa Branca

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Capa do livro 'Minha história', autobiografia de Michelle Obama, ex-primeira-dama dos Estados Unidos — Foto: Divulgação/Objetiva

BERLIM – O livro de memórias de Michelle ObamaBecoming, pode se tornar a autobiografia mais vendida da história, disse sua editora alemã nesta terça-feira, 26. A expectativa é de que o relato de seu marido, Barack, sobre seus dois mandatos como presidente dos Estados Unidos também seja um sucesso.

As lembranças da ex-primeira-dama, pelas quais ela recebeu um adiantamento estimado em mais de 60 milhões de dólares da Penguin Random House, uma divisão da Bertelsmann, venderam 10 milhões de cópias desde que foram publicadas em novembro.

“Isso torna o livro nosso sucesso criativo mais notável do ano passado”, disse o diretor-executivo da Bertelsmann, Thomas Rabe, em uma coletiva de imprensa, relatando um aumento de 2,8 por cento na receita anual da editora de 183 anos.

Barack Obama também assinou com a Penguin Random House para publicar suas memórias da Casa Branca. A Bertelsmann espera que elas saiam neste ano, mas ainda não há uma data certa.

Mas a Penguin Random House – uma das oito divisões da Bertelsmann – só relatou um crescimento de 1,3 por cento na receita em 2018, quando best-sellers e o aumento na venda de áudiolivros ajudaram a compensar uma redução maior nos títulos impressos.

Os interesses da Bertelsmann incluem televisão, música e revistas, o que a expõe a avanços de gigantes tecnológicas do Vale do Silício como a Apple, que revelou um novo serviço de assinatura de TV e serviços de agregação de notícias na segunda-feira.

Rabe, que qualificou a Apple TV+ como “só mais uma plataforma de streaming”, disse que a divisão de TV da Bertelsmann, RTL Group, manterá seu plano de ampliação dos serviços de vídeo sob demanda, apostando em conteúdos locais para atrair espectadores de seus mercados europeus.