Martinho da Vila cita força de Lula e diz que Damares é uma “graça”. Assista

Aos 81 anos de idade, o cantor, compositor e escritor lança livro sobre o ‘atípico’ 2018

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Aos 81 anos de idade, o cantor, compositor e escritor Martinho da Vila, lançou na quarta 12 um livro que aborda diversos acontecimentos do ano passado, que vão desde sua vida pessoal até o cenário caótico da política brasileira. A obra 2018 – Crônicas de um ano atípico reúne 48 crônicas dividas pelos doze meses do ano. Estão lá episódios como o assassinato da vereadora Marielle Franco, a derrota do Brasil na Copa Mundial de Futebol Masculino e a eleição do presidente Jair Bolsonaro são alguns dos fatos narrados pelo músico.

Em entrevista a CartaCapital, Martinho contou que quando visitou Lula na prisão ao lado de seu amigo Chico Buarque, episódio também narrado na obra, estava apreensivo porque imaginava que o ex-presidente estaria depressivo, mas foi surpreendido com uma recepção simpática e alegre. “Eu ouvi dizer que há pessoas que vão visitar o Lula e é ele quem tem que consolar”, afirmou rindo. No livro, o cantor narra uma crônica, na qual o petista é solto pelo atual presidente Jair Bolsonaro, o que definiu como “maluquices” que gosta de escrever.

Quanto ao governo Bolsonaro, ele ironizou a equipe do presidente, apelidando Damares Alves como “uma graça” e Abraham Weintraub como “analfabeto”, além de nomear o cenário de “incrível” ao confessar divertir-se com as notícias. Além de política, Martinho da Vila também falou de música. Ele contou a experiência de gravar um videoclipe ao lado do filho, Tunico da Vila, e o sentimento de chegar aos 81 anos de idade possuindo sua trajetória de vida.

“As coisas vão acontecendo e eu vou fazendo em cima. Não penso muito naquilo que represento, se não você cria uma autocensura muito grande ou fica achando que você é mais do que realmente é”, brincou ele.